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País do Mês
A Igreja Perseguida na Arábia Saudita |
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| 2ª posição na Classificação de países por perseguição |
| Fonte: Missões Portas Abertas |
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Circundada pelo Mar Vermelho e pelo Golfo Pérsico, a Arábia Saudita está
localizada no coração do Oriente Médio e possui fronteiras com sete países. Grande parte de seu
território é desértico, com a presença de alguns poucos oásis.
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Estatísticas
. Capital
Riad
. Governo
Monarquia absoluta, governada pelo rei Abdallah bin Abdul Aziz Al-Saud desde 2005;
. População
24,73 milhões (88,5% urbana);
. Área
2.149.690 km²;
. Localização
Oriente Médio;
. Idiomas
Árabe;
. Religião
Islamismo 97%, cristianismo 2,4% (praticado por estrangeiros);
. População Cristã
500 mil estrangeiros;
. Perseguição
Opressão;
. Restrições
Conversões são punidas com a morte. Penas para o ato de evangelizar incluem detenções e execuções. Participação em cultos pode levar à prisão ou deportação.

Revista Portas Abertas - Jul'08

Campanha do mês

Carnê

Ministério de Jovens

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A maioria dos quase 25 milhões de sauditas vive em grandes
cidades, tais como Riad (sede do reinado), Jidá (onde se localiza o mais importante porto do país), Meca (o
coração do islã, para onde todos os muçulmanos do mundo devem peregrinar pelo menos uma vez na
vida), Medina (cidade sagrada e centro cultural) e Ad Damman (produtora de petróleo).
Acredita-se que a Arábia Saudita era o lar original de alguns povos bíblicos, como os
cananeus e os amorreus. Muitos impérios antigos dominaram o território saudita nos períodos anteriores
ao nascimento de Cristo. Alexandre, o Grande, tinha planos de conquistar a região, mas morreu antes de
realizá-los. O primeiro grande acontecimento que marcou a Arábia Saudita foi o nascimento de Maomé, em
570. Por seu intermédio, o islã foi fundado no século VII e, desde então, as batalhas
políticas e históricas ocorridas no país foram restritas às várias vertentes
islâmicas lutando pelo poder.
Treze séculos mais tarde, em 1938, a cultura e a economia do país eram muito pouco
diferentes dos tempos de Maomé. O povo seguia o islamismo, enquanto camelos e tendas ocupavam os desertos. Naquele
ano, entretanto, o primeiro reservatório de petróleo foi descoberto e o país iniciou um amplo programa
de modernização. Desde então, o reino da Arábia Saudita tem procurado caminhar sobre uma
frágil linha entre o relacionamento com o mundo exterior e o isolamento para preservar a pureza da fé
islâmica. Atualmente, o país continua sendo governado por uma monarquia baseada na sharia, a lei
muçulmana. Em março de 1992, uma série de decretos reais criou o primeiro código de direito do
país. Não há poder legislativo e as leis são estabelecidas pelo rei e por seus ministros.
Há aproximadamente 7 milhões de estrangeiros trabalhando no país: 1,4
milhão de indianos, um milhão de bengaleses, 900 mil paquistaneses, 800 mil filipinos, 750 mil egípcios,
250 mil palestinos, 150 mil libaneses, 130 mil cingaleses, 40 mil eritreus e 25 mil norte-americanos.
Entre os estrangeiros, há muçulmanos, cristãos, hindus e budistas. Cerca de 90%
da comunidade filipina é cristã.
O islamismo é praticado por 97% da população. Embora haja minorias de outras
vertentes, a grande maioria segue a tradição sunita. O sistema legal do país é baseado em uma
interpretação própria da sharia. O islamismo é a religião oficial, e a lei requer que
todos os cidadãos sejam muçulmanos.
A Arábia Saudita é o coração do islã e abriga as mais sagradas
localidades islâmicas. Quase um milhão de peregrinos acorre ao país todos os anos. As sedes de algumas
das mais importantes organizações internacionais islâmicas encontram-se no país, com destaque para
a Liga Islâmica Mundial, responsável pela divulgação e expansão do islã pelo mundo
por meio de missões, apoio financeiro e radiodifusão.
Igreja
De acordo com a tradição, o apóstolo Barnabé foi o primeiro a levar o
evangelho à Arábia Saudita. Quando o islamismo chegou à região, já havia uma grande
população de cristãos que até mesmo auxiliou Maomé durante o seu exílio. Quando o
islamismo assumiu o controle, no século VII, todos os cristãos foram expulsos. Desde então, nenhuma
missão foi autorizada a entrar no país. Atualmente, a maioria dos cristãos no território saudita
é constituída de estrangeiros que vivem e trabalham nas bases militares ou para as companhias de
petróleo. Há um pequeno grupo de cristãos sauditas não declarados, que vivem sob constante temor
de serem descobertos, presos e executados. Eles encaram os novos convertidos não com júbilo, mas com medo e
suspeita. Essa atitude impede o crescimento da Igreja.
Há uma Igreja constituída de cristãos estrangeiros, filipinos em sua maioria.
Há também alguns cristãos do ocidente, que trabalham na Arábia Saudita. Ela opera por meio de
grupos domésticos informais, nos quais os estrangeiros se reúnem. Há também alguns lugares dentro
de instalações privadas que são usados como templo.
Há convertidos sauditas, mas é extremamente difícil se chegar a um número
exato. Eles não estão organizados em igrejas, nem em grupos domésticos.
Perseguição
O governo não reconhece legalmente a liberdade religiosa e nem lhe dá
proteção. A prática pública de religiões não-muçulmanas é proibida.
No que diz respeito à política pública, o governo afirma garantir e proteger os direitos de cultos
privados para todos, incluindo não-muçulmanos que se reúnem em casas; no entanto, esse direito
não é sempre respeitado na prática e não está definido na lei.
A Arábia Saudita é uma monarquia islâmica sem proteção legal
à liberdade de religião. O islamismo é a religião oficial e a lei exige que todos os
cidadãos sejam muçulmanos. De acordo com a sharia, a conversão de um muçulmano a outra
religião é considerada apostasia, um crime punível com a morte se o acusado não se retratar.
O governo proíbe a prática pública de religiões
não-muçulmanas. O governo reconhece o direito de cristãos estrangeiros cultuarem em particular.
Entretanto, na prática ele nem sempre respeita este direito. As pessoas detidas pela prática do culto
não-muçulmano quase sempre são deportadas pelas autoridades, algumas vezes, depois de longos
períodos de detenção. Em alguns casos, são também sentenciadas a açoites antes da
deportação.
Os cristãos que exercem sua fé de modo particular e discreto quase nunca são
incomodados. Entretanto, há problemas quando cidadãos se queixam dos cultos realizados pelos vizinhos. Alguns
cristãos alegam que informantes pagos pelas autoridades se infiltram em seus grupos cristãos particulares.
Os não-muçulmanos são rigorosamente proibidos de entrar na cidade sagrada de
Meca; os que ultrapassam os limites podem ser assassinados. Além disso, os cristãos da Arábia Saudita
vivem sob constante risco, isso devido à atuação de radicais islâmicos que podem tentar assassinar
os líderes das comunidades cristãs ou infiltrar informantes entre os membros das igrejas. O governo oferece
uma recompensa equivalente a um ano de salário - um prêmio tentador para muitos - a qualquer pessoa que
denunciar uma reunião cristã.
O governo não permite que clérigos não-muçulmanos entrem no país
com o propósito de dirigir cultos, apesar de alguns os dirigirem em segredo. Tais restrições tornam
muito difícil à maioria dos cristãos manter contato com clérigos e freqüentar cultos.
O Comitê para Promoção da Virtude e Prevenção do Vício
(comumente chamada de "polícia religiosa" ou mutawwa) é uma entidade governamental e seu presidente
tem condição ministerial. A mutawwa tem autoridade para deter pessoas, não mais que 24 horas, por
violação dos estritos padrões de vestuário e comportamento. Entretanto, às vezes eles
ultrapassam esse limite antes de liberarem os detidos para a polícia.
O proselitismo e a distribuição de materiais não-muçulmanos, como
Bíblias, são ilegais. As autoridades alfandegárias costumam abrir correspondência e carregamentos
à procura de contrabando, incluindo materiais cristãos, como Bíblias e fitas de vídeo. Tais
materiais estão sujeitos ao confisco, apesar das normas parecerem aplicar-se arbitrariamente.
O governo restringe a liberdade de expressão e de associação e a imprensa
exerce a autocensura com relação a assuntos sensíveis, como a liberdade de religião. Não
há organizações não governamentais independentes que monitorem a liberdade religiosa. A
linguagem ofensiva e discriminatória sobre os cristãos é vista nos livros-texto das escolas
públicas, nos sermões das mesquitas e nos artigos e comentários na imprensa.
De 2005 a 2007, um médico cristão egípcio que residia temporariamente na
Arábia Saudita foi mantido "refém" por causa de sua fé. O doutor Mamduh Fahmy começou
a trabalhar como cirurgião no Centro Médico Albyaan Menfhoh, de Riad, em 2004. Imediatamente, ele se tornou
alvo de colegas muçulmanos que repetidamente lhe pediam para que abraçasse o islã, um convite que o
médico sempre recusou, sem esconder a fé cristã que mantinha. Em 2005, a muttawa confiscou seu
passaporte e vários de seus pertences, e as autoridades tardaram em permitir que ele voltasse ao Egito. Até
que ele conseguisse isso, foi insultado publicamente e chegou a ficar preso vários dias.
Motivos de Oração
1. A Igreja sofre em função das relações pouco amistosas com o islamismo. Ore pelo retorno das boas
relações entre os líderes islâmicos e os cristãos, o que permitiria a entrada de mais
trabalhadores cristãos no país.
2. Os trabalhadores estrangeiros não podem realizar cultos. No entanto, realizam-se muitas reuniões secretas e
clandestinas que o governo finge ignorar. Ore para que as reuniões realizadas por esses pequenos grupos continuem a ser
toleradas e sejam uma fonte eficaz de testemunho e comunhão.
3. Os muçulmanos convertidos ao cristianismo são vítimas das piores punições. Um saudita
convertido ao cristianismo é considerado um apóstata e pode ser punido com a pena de morte. O rei mantém uma
polícia religiosa secreta extremamente comprometida com a manutenção da tradição islâmica.
Os muçulmanos que se interessam pelo cristianismo enfrentam severas conseqüências, entre as quais a mais branda
é o completo isolamento de familiares, amigos, colegas de trabalho e da própria sociedade. Ore e peça que Deus
dê coragem aos novos convertidos, capacitando-os a enfrentar a perseguição pelo amor ao evangelho.
4. A Igreja não pode evangelizar. A literatura cristã é terminantemente proibida e visitantes não
muçulmanos não podem adentrar os limites da cidade sagrada de Meca sob pena de condenação à
morte.
5. Asiáticos cristãos sofrem duras conseqüências por suas atividades. Cristãos filipinos, em
particular, têm sido bem sucedidos em seus testemunhos. Eles chegam ao país para trabalhar em empregos humildes, como
cozinheiros e empregados domésticos, e têm conseguido evangelizar seus empregadores com êxito. Ore pela
segurança destes trabalhadores asiáticos e pelo sucesso de suas tentativas evangelísticas.
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